terça-feira, 28 de novembro de 2017

NOSSA HOMENAGEM AO GRANDE REVOLUCIONÁRIO COMUNISTA FRIEDRICH ENGELS QUANDO CELEBRAMOS SEU NASCIMENTO!


Em 28 de novembro 1820 nascia Friedrich Engels na cidade de Barmen, Alemanha. Jovem foi morar na Inglaterra a pedido de sua família burguesa, exatamente para comandar uma fábrica do clã em Manchester. Por "ironia" da história foi em contato direto com a classe operária que se converte as ideias do socialismo, e que logo depois ajudou a "lapidar". Neste período elabora seu primeiro clássico: "A situação da classe trabalhadora na Inglaterra", escrito em 1845. Nesta época tem o seu primeiro contato pessoal com Karl Marx, em Paris onde já residia seu grande companheiro de vida e de combates teóricos e práticos ao lado do proletariado. Engels ao lado de Karl Marx, estabeleceram as bases programáticas da luta pelo Socialismo Científico. Em sua homenagem publicamos o texto de Lenin em que o dirigente Bolchevique enaltece a figura desse genial teórico revolucionário e coautor do Manifesto Comunista. O texto que reproduzimos abaixo foi elaborado por Lenin que sempre atribuiu à obra de Engels uma importância fundamental. Expressou-a de modo particularmente incisivo no final do artigo que em 1914 escreveu sobre Marx “Para apreciar corretamente as concepções de Marx, é absolutamente preciso tomar conhecimento das obras do seu mais próximo companheiro e colaborador, Friedrich Engels. É impossível compreender o Marxismo e dar dele uma exposição completa sem ter em conta todas as obras de Engels”. Em momentos de profundo retrocesso político e ideológico entre a vanguarda militante, a LBI faz essa justa homenagem a Engels, um verdadeiro farol teórico e político para o proletariado mundial em sua luta pela Revolução Comunista e a Ditadura do Proletariado! 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A EDITORA NOVA ANTÍDOTO PARABENIZA A LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA PELA MEMORÁVEL EDIÇÃO ESPECIAL COMEMORATIVA DO JORNAL LUTA OPERÁRIA CELEBRANDO OS 100 ANOS DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO!


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

100 ANOS DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: O BOLCHEVISMO VIVE! A EDITORA NOVA ANTÍDOTO NA TRINCHEIRA POLÍTICA E IDEOLÓGICA DA LUTA REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES!


Nós Trotskistas celebramos os 100 anos da Revolução de Outubro de uma maneira muito especial, própria, defensista-revolucionária. Como herdeiros políticos do criador e comandante do Exército Vermelho, jamais fomos apologistas da então URSS burocratizada pelo stalinismo, porém sempre nos postamos como defensores incondicionais do Estado operária soviético mesmo degenerado até o fim de seus dias, na última das barricas de agosto de 1991. Trata-se da posição nos legada por Trotsky em sua vida militante, como dirigente da URSS, membro da Oposição de Esquerda e depois fundador da IV Internacional. Por essa razão não nos admiramos que no centenário da tomada do poder pelo Partido Bolchevique em 1917, a burguesia não descanse em propagandear na mídia mundial vendida que o “comunismo morreu”, tentando para sempre espantar o espectro da sociedade sem classes defendida cientificamente por Marx e Engels. Se os capitalistas não se casam em tripudiar a obra de Lênin, Trotsky e do proletariado soviético com argumentos reacionários próprios das classes dominantes, a intelectualidade de “esquerda” (na verdade socialdemocrata) não fica distante, mesmo a que se reivindica “marxiana”. Em um terreno supostamente “mais elaborado” também é em geral crítica da experiência soviética, sempre que pode repudia em suas “cátedras” ou blogs o leninismo por seu “modelo” de partido “totalitário” comandado por “chefes infalíveis”, disciplinado de forma militar, dividido hierarquicamente entre “dirigentes e dirigidos”, uma conduta que supostamente segundo esses cretinos “esmagou a energia revolucionária do proletariado” pavimentando o caminho da ditadura sobre o proletariado. O centralismo democrático, pilar mestre do Partido Bolchevique que garantiu a vitória de Outubro, é apresentado como um câncer burocrático responsável em última instância, segundo esses pústulas, pelo surgimento da URSS como um verdadeiro “cárcere dos povos”. Esses senhores chegam a identificar o Leninismo com o stalinismo apesar de toda luta política e programática que o dirigente maior bolchevique levou no fim da vida contra a burocratização do Partido e do Estado, com revela seu Testamento Político. Por seu turno, os revisionistas do Trotskismo, apesar de comemorarem formalmente a vitória de Outubro, não souberam defendê-la quando atacada pelo bloco restauracionista comandado por Yelstin em agosto de 1991, ao contrário, se postaram no campo do imperialismo aplaudindo a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS como uma “vitória revolucionária” porque esse “acontecimento histórico” debilitaria o aparato stalinista mundial. Aliás, “Muro” que estes renegados passaram décadas repetindo como papagaios da furibunda reação capitalista que se tratava da “vergonha” mundial da esquerda stalinista, uma propaganda voltada a atacar a própria URSS. Ainda hoje celebram o fim da “Cortina de Ferro” atuando em uníssono com o capital, desta forma ajudaram a arrancar as conquistas operárias históricas de um terço da civilização humana, na destruição da URSS e em mais de uma dezena de Estados Nacionais onde a economia foi socializada com a extinção do mercado. Como se observa, defender Outubro hoje não se trata de um gesto formal, de olhar de forma saudosista o passado há 100 anos atrás, mas de forjar na atualidade a militância revolucionária com consciência de classe para defender a vigência ideológica, política e programática do Partido Leninista e o futuro comunista da humanidade, que hoje marcha a passos largos rumo a barbárie. Nesta questão encontra-se o grande desafio dos genuínos Trotskistas hoje, que mesmo isolados em função da ofensiva ideológica, política e cultural em curso patrocinada pelo imperialismo mantém-se firmes na defesa de Outubro e da construção do Partido Mundial da Revolução Proletária!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

50 ANOS DO ASSASSINATO DE CHE: ISOLADO POR FIDEL E ABANDONADO PELO PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA, GUEVARA TOMBA COM LIVRO DE TROTSKY EM SUA MOCHILA


Ernesto Guevara foi covardemente assassinado em 8 de outubro de 1967, na Bolívia, pela sanguinária ditadura de Barrientos. Depois de o executarem, os gorilas assassinos a serviço do imperialismo cortaram suas mãos e sumiram com seu corpo, tentando apagar qualquer vestígio de sua existência sobre a face da terra. Porém, a memória dos oprimidos foi mais forte do que a sanha assassina dos exploradores. Cinquenta anos depois, o exemplo do homem, que deixou cargos e honras para sacrificar sua própria vida em outro país, lutando para expandir a revolução socialista, continua vivo e agiganta-se na medida em que a barbárie capitalista arrasta as massas à miséria e coloca na ordem do dia a luta pelo socialismo em todo o mundo. Che Guevara levava em sua mochila e lia, nos últimos meses de sua vida, quando combatia na Bolívia, uma cópia de um dos tomos da História da Revolução Russa, de Trotsky, livro este encontrado pelo exército boliviano no acampamento guerrilheiro. Anos antes ele havia lido a trilogia de Isaac Deutscher sobre o fundador da IV Internacional. Isto mostra o interesse que Guevara tinha em conhecer mais a obra do revolucionário russo e dirigente da Revolução de Outubro, ainda que não se declarasse simpático ao trotskismo, apesar da burocracia stalinista soviética tê-lo acusado de tal “heresia”. Che morreu isolado por Fidel e abandonado pelo Partido Comunista da Bolívia, um política literalmente criminosa do Stalinismo mundial. Ressaltamos esses aspectos por que neste momento em que o Império ianque volta a fazer provocações contra Cuba, exigindo a saída de seus embaixadores do país, o legado do Che vigora como um guia revolucionário para as novas gerações de combatentes internacionalistas.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

LEIA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO “TESES TROTSKISTAS ACERCA DA GUERRA IMPERIALISTA CONTRA A LÍBIA” PUBLICADO EM 2011 PELA LBI E AGORA DISPONIBILIZADO PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO



APRESENTAÇÃO

Resolvemos publicar as "Teses trotskistas acerca da guerra imperialista contra a Líbia" quando ainda não se decidiram os rumos finais do conflito travado no norte da África entre o exército nacional líbio e os "rebeldes" a serviço da CIA, apoiados pelas forças piratas da OTAN. Ousamos fazê-lo porque compreendemos o lançamento das próprias Teses como parte do combate teórico e político travado pela LBI, desde o primeiro momento político do conflito, em defesa da vitória militar na nação oprimida atacada pelo imperialismo.

A ofensiva das grandes potências capitalistas se acentua por terra e ar na medida em que o povo líbio e as forças que apóiam o regime nacionalista de Kadaffi impõem derrotas militares aos "insurretos" nas principais cidades líbias. Essa realidade vem pondo a nu, a cada dia que passa, a escandalosa posição dos revisionistas do trotskismo que vendem a investida imperialista como parte da mal chamada "revolução árabe", mas não conseguem explicar porque estes supostos "revolucionários", sem apoio popular, sobrevivem apenas porque recebem suporte econômico e militar da Casa Branca e seus sócios da União Europeia. Em nome do combate a "ditadura sanguinária de Kadaffi" os revisionistas alinham-se integralmente às investidas políticas e militares do imperialismo, travestido de paladino da "democracia".

As Teses sintetizam as bases teóricas e políticas da orientação defendida pela LBI até agora na guerra em curso e apontam que uma vitória militar da Líbia contra a agressão colonialista da OTAN teria um enorme impacto na luta de classes em nível mundial, questionando o domínio imperialista em todo o planeta! Por isso estamos no campo militar da Líbia e pela sua vitória, com total independência política de Kadaffi, lutando por derrotar o inimigo principal dos povos. Este é no momento o principal teste ácido da luta de classes por que atravessamos neste século XXI e prova o quanto as correntes pseudotrotskistas renegam o abc do marxismo, o que revela o enorme retrocesso político e ideológico que se abateu no interior da vanguarda militante desde a queda da URSS e a liquidação contrarrevolucionária do Muro de Berlim. Estamos vendo e vivendo o clímax desse processo de adaptação da "esquerda" à democracia burguesa e por isso o combate da LBI, mesmo assumindo a modéstia de nossas forças, ganha um vulto ainda mais importante.

O livro "Teses trotskistas acerca da guerra imperialista contra a Líbia" está divido em três tópicos. O primeiro "Em defesa da vitória militar da Líbia sobre a OTAN" é composto pelas Teses propriamente ditas e artigos elaborados pela LBI sobre a necessidade da unidade de ação para derrotar as forças imperialistas. O segundo tópico "Demarcando campo com o nacionalismo burguês" está integralmente dedicado a nossa denúncia das concessões feitas por Kadaffi ao imperialismo e ao próprio caráter de classe do regime líbio, incapaz por sua própria natureza de classe de levar uma luta consequente contra o imperialismo. Nesse ponto nos delimitamos dos stalinistas e chavistas que dão apoio político a Kadaffi, sem no entanto nos somarmos à campanha dos piratas capitalistas para imporem um regime servil aos seus interesses políticos e econômicos como faz todo o arco revisionista, inclusive aqueles que formalmente se dizem contra a intervenção da OTAN. Desta forma, demolimos os "argumentos" daqueles que nos acusam de forma infame de "capitular a Kadaffi" simplesmente por reconhecermos as conquistas populares que ainda sobrevivem neste país do Magreb, produto do próprio movimento de corte nacionalista que depôs a arquirreacionária monarquia em 1969, conquistas reais que o imperialismo deseja liquidar com a agressão colonialista em curso. Por fim, no ponto "Polêmica com a esquerda reformista", expomos o combate que a LBI, a primeira organização política a caracterizar os "protestos" em Benghazi como uma ação orquestrada pela CIA, vem travando com as diversas variantes dos revisionistas do trotskismo (LIT, POR, LCI...) até o maoísmo, em um debate que só fortaleceu o que vimos defendendo desde o primeiro momento no conflito, quando nos opomos a esses ventríloquos da grande mídia burguesa que saudaram as "manifestações" na Líbia como uma "revolução" e levantam histericamente o "Abaixo Kadaffi" fazendo coro com a Casa Branca e seus aliados imperialistas europeus.

Temos orgulho de nossa posição principista que honra o legado de Trotsky. Ao publicar as Teses a "pequena" LBI entende que está dando uma importante contribuição para auxiliar a vanguarda militante a ter uma justa compreensão da difícil etapa histórica por que atravessamos e das tarefas que temos pela frente. Ao mesmo tempo, em contraposição a toda propaganda contra o leninismo, levada a cabo não só pela mídia burguesa, mas também desde o interior da própria "esquerda", reafirmamos nas Teses a necessidade da adoção de um programa revolucionário que possa armar a militância comunista teoricamente para erguer um genuíno partido marxista-leninista, reconstruindo a IV Internacional.
Os Editores
Abril 2011

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SUMÁRIO
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APRESENTAÇÃO

I- EM DEFESA DA VITÓRIA MILITAR DA LÍBIA SOBRE A OTAN
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Teses trotskistas acerca da guerra imperialista contra a Líbia
É possível ser anti-imperialista apoiando os "rebelados" pró-OTAN?
Verdades e mentiras sobre o regime vigente na Líbia
Defesa incondicional da nação líbia diante da ocupação imperialista
Casa Branca e ONU tramam derrubada "revolucionária" de Kadaffi
Mobilizações pró-imperialistas "sacodem" a Líbia

II- DEMARCANDO CAMPO COM O NACIONALISMO BURGUÊS
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É possível derrotar as forças do imperialismo alimentando falsas ilusões no regime de Kadaffi?
Chávez põe as "barbas de molho" diante da ofensiva imperialista mundial
Os métodos torpes com que Kadaffi defende a Líbia da agressão imperialista

III- POLÊMICA COM A ESQUERDA REFORMISTA
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É possível ocorrer uma "revolução" utilizando as armas da OTAN e coordenada por Barak Obama? Os canalhas do PSTU e da LIT dizem que sim!
Os "amigos" de Obama, da contra-revolução no Oriente e da restauração capitalista em Cuba
É possível defender a Líbia dos ataques imperialistas proclamando-se ao mesmo tempo "Contra a intervenção da OTAN" e pelo "Abaixo Kadaffi"?
A Nova Democracia não sabe de que lado ficar em meio à ofensiva imperialista na Líbia
Com a morte de Guillermo Lora, o POR (Brasil) perde de vez o fio e o prumo do programa revolucionário

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

LEIA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO “LIÇÕES DE OUTUBRO” ESCRITA POR LEON TROTSKY



É PRECISO ESTUDAR OUTUBRO
(Setembro de 1924)

Se é verdade que na Revolução de Outubro tivemos sorte, outro tanto não se poderá dizer do seu lugar na nossa literatura. Ainda não dispomos de uma única obra que dê um quadro geral da revolução de Outubro, fazendo sobressair os seus principais momentos do ponto de vista político e organizativo. Além disso, ainda não foram editados os materiais que caracterizam os diferentes aspectos da preparação da revolução ou a própria revolução. Publicamos muitos documentos e materiais sobre a história da revolução e do Partido, antes e depois de Outubro; todavia, especificamente a Outubro, consagra-se muito menos atenção. Realizado o golpe de força, parece que decidimos nunca mais ter que o repetir; parece que não esperávamos uma utilidade direta do estudo de Outubro e das condições da sua preparação imediata, quanto às tarefas urgentes de organização ulterior.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

LEIA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO “MARXISMO E TERRORISMO” DE LEON TROTSKY CUJA SEGUNDA EDIÇÃO FOI PUBLICADA PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO


LEON TROTSKY E O 11 DE SETEMBRO
(11/09/2002)

O 11 de Setembro conseguiu conquistar um fato inédito na história do chamado movimento trotskista internacional ao longo dos últimos 50 anos, qual seja, a unanimidade (ou quase, a exceção ficou por conta da LBI) monolítica à condenação do ataque ao Pentágono e às Torres Gêmeas, onde se localizava a sede da agência da CIA em New York, "pequeno detalhe" omitido completamente. Invocando o velho bolchevique, os bastardos do trotskismo, os mesmos que enlameiam a bandeira da IV Internacional nos mastros da frente popular, logo se apressaram em prestar solidariedade às vítimas "inocentes", alvos da sanha "criminosa" de bárbaros muçulmanos que recorrendo aos métodos do "terrorismo individual" teriam provocado a fúria do grande império, trazendo enormes prejuízos aos seus "planos" políticos de ascenderem os degraus do Estado "democrático" pela via do sufrágio universal. Estes revisionistas de todos os matizes, nem sequer envergonharam-se em somar ao coro do governo Bush e sua frente "antiterror" na condenação do ataque militar sofrido pelos EUA em 11 de setembro.

domingo, 27 de agosto de 2017

O LIVRO "QUESTÕES DO MODO DE VIDA" ESCRITO POR LEON TROTSKY EM 1923 E IMPRESSO NO ANO DE 2004 PELAS PUBLICAÇÕES LBI SERÁ EM BREVE RELANÇADO PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO! AGUARDEM!


Apresentamos aos nossos leitores mais um clássico da literatura marxista, “Questões do Modo de Vida”, escrito por Leon Trotsky, então Comissário do Povo para o Exército e a Marinha da URSS, em 1923. A princípio, pode parecer estranho que Trotsky, dirigente político e militar da Revolução de Outubro, detenha alguma preocupação teórica sobre um tema aparentemente secundário, como os hábitos e costumes do proletariado. No entanto, se esta questão adquiriu tamanha importância foi devido às contradições e conflitos sociais, resultantes da situação gerada pelo "comunismo de guerra". Para enfrentar as conseqüências da guerra civil, o Estado operário soviético se viu obrigado, em 1921, a adotar a NEP, com o objetivo de acabar com a política de requisições forçadas no campo, incentivando, através de medidas de mercado, o desenvolvimento da indústria e do comércio, e estimulando os interesses dos pequenos proprietários em meio à uma economia arrasada. Foram anos duros para a revolução, ainda mais considerando o seu grau de isolamento internacional, já que a onda revolucionária na Europa no pós-guerra, principalmente com o esmagamento da revolução alemã, tinha sido derrotada pela contra-revolução. Se a NEP era economicamente necessária para o soerguimento das forças produtivas, politicamente era perigosa à revolução, porque ampliava o fosso de desigualdades sociais e econômicas entre os ‘kulaks’ (camponeses ricos) e os ‘biedniaks’ (camponeses pobres), fazendo nascer os ‘nepmen’, novos burgueses. Na cidade, o melhor da vanguarda proletária tinha sido liquidada na guerra civil. A NEP fez surgir uma nova classe operária, oriunda do campesinato e totalmente carente de qualquer tradição política revolucionária. Constatou-se que esta jovem classe operária, sensível à influência dos nepmen que oferecia um modelo de vida (enriquecimento individual e o gosto pelo lucro) completamente estranho aos ideais de Outubro, tinha um baixo nível de consciência de classe, além de não ter uma vanguarda com tradições bolcheviques que lhe educasse política e ideologicamente; pelo contrário, nas fábricas, os elementos mais conscientes eram presas fáceis do stalinismo, já em ascensão. Preocupado com esta situação, Trotsky defendeu o que se passou a chamar de ‘militantismo cultural’, isto é, um amplo trabalho organizacional dirigido a compreender e clarificar os problemas das diversas esferas da vida do comportamento das massas russas: família, religião, alcoolismo, sexo, relação entre os sexos, opressão feminina etc., no sentido de desenvolver nas massas uma consciência de classe dos objetivos da revolução e, desse modo, dotá-las de valores e ideais baseados na solidariedade e na camaradagem. Esta ação foi chamada oficialmente de ‘Pérestroika Byta’, ou Reconstrução do modo de vida. Como o próprio Trotsky afirma no livro: ‘A história não dá gratuitamente, se faz um desconto numa coisa, sobre a política, vai recuperá-lo por outro lado, sobre a cultura. Quanto mais fácil foi (relativamente, entende-se) ao proletariado russo fazer a revolução, tanto mais difícil será a construção socialista. Apesar do modo de vida ter suas raízes na economia, ele não evolui com a mesma velocidade em que esta é radicalmente transformada, por isso, costuma refletir as tradições conservadoras do passado mais do que a do presente. Tanto na política, como na economia, a intervenção da classe operária para resolver suas tarefas históricas se dá através de sua vanguarda, o partido revolucionário, mas quando se trata do domínio de sua vida cotidiana, ela pulveriza-se nas células familiares, por isso também é que o alcance das conquistas da revolução para modificar a maneira de pensar e agir do proletariado tem um efeito retardado. Para minimizar e corrigir esta defasagem ideológica entre o que a história permitiu politicamente, a conquista do primeiro Estado operário do planeta, e o peso do atraso cultural e das tradições conservadoras nas relações sociais das massas russas, Trotsky foi impulsionado a escrever a brochura “Questões do Modo de Vida”, a partir do material colhido das discussões e entrevistas com um grupo de agitadores e propagandistas de Moscou que lhe respondeu uma série de perguntas sobre o modo de vida das massas pós-revolução, material reproduzido na íntegra no livro lançado inicialmente pelas Publicações LBI em dezembro de 2004. A conclusão desse debate consiste na compreensão de que o trabalho para o fortalecimento das bases econômicas planificadas do Estado exige também um trabalho simultâneo e complementar, numa relação dialética, para mudar a forma de pensar e agir da classe operária, sem precisar opor uma tarefa contra a outra, como se fossem excludentes. Ao contrário de criar uma ‘cultura proletária’ de laboratório como queria Stálin, era necessário conhecer o modo de vida das massas para poder transformá-lo por meio do militantismo cultural, dedicado à sua educação política a partir de pequenas coisas, como lhes ensinar noções de higiene, alfabetizá-las, aproximá-las das artes e da cultura produzida pela humanidade etc. Ao mesmo tempo, em seu livro, Trotsky combate a influência reacionária da Igreja sobre as relações familiares, o alcoolismo como mal capitalista para embotar a consciência de classe, incentiva a audiência ao cinema pelas massas, critica a submissão da mulher como simples acessório masculino etc. Só um burocrata é capaz de negligenciar os detalhes práticos de um problema porque ignora que projetos grandiosos exigem atenção aos pequenos detalhes. Passados 94 anos da publicação desta obra, é impressionante o grau de atualidade que ainda guarda. Infelizmente, parte da esquerda que se diz revolucionária está longe de forjar uma consciência de classe para fortalecer ideologicamente a vanguarda militante, transformando seus militantes em verdadeiros soldados da revolução, justamente porque já capitulou política e programaticamente, ao colar-se à cauda de todas as variantes da democracia burguesa e do nacionalismo vulgar. Nesse sentido, também esses setores são incapazes de combater ideologicamente a burguesia. É comum constatarmos o caráter pequeno burguês desse tipo de militância, acostumada a colocar seus interesses pessoais acima das tarefas e disciplinas partidárias; prostituem o marxismo e renunciam ao leninismo, abraçando uma militância ‘light’ somente nas horas livres, obedientes ao calendário festivo da ‘esquerda’. Também são freqüentes casos de militantes que se casam sob as bençãos do clero e o silêncio criminoso de suas correntes ‘revolucionárias’, reproduzindo o modelo burguês de família e casamento. A Editora Nova Antódoto espera que o relançamento do livro “Questões do Modo Vida”, há tempos esgotado no Brasil, contribua efetivamente para que a vanguarda combativa apreenda as lições deixadas pelo proletariado soviético e seu velho dirigente, Leon Trotsky. Que esta iniciativa sirva para superar os limites que suas direções reformistas impõem aos ativistas classistas para abraçar a militância revolucionária na gigantesca tarefa de forjar o partido revolucionário, a IV Internacional, única organização capaz de destruir a atmosfera de opressão espiritual e reação ideológica, imposta pelo imperialismo assassino após a queda da URSS.

sábado, 26 de agosto de 2017

NOVA TIRAGEM PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCERIA COM AS PUBLICAÇÕES LBI DO RARÍSSIMO LIVRO DE TROTSKY "A SITUAÇÃO REAL DA RÚSSIA" ESCRITO EM 1929. ADQUIRA SEU EXEMPLAR!


A obra que oferecemos aos leitores foi impressa no Brasil no ano de 1932 com o título "A Verdade sobre a Rússia", encontrando-se esgotado há muitas décadas nas livrarias do país. O texto, originalmente publicado no ano de 1929 sob o título "A situação real da Rússia" foi o primeiro livro de Trotsky escrito no exílio, na ilha turca de Prinkipo. A republicação dessa obra busca resgatar os escritos que expuseram, pela primeira vez ao mundo, as críticas de Trotsky e da Oposição Unida à burocratização imposta por Stálin na URSS.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

77 ANOS DA MORTE DE TROTSKY: A EDITORA NOVA ANTÍDOTO PRESTA JUSTA HOMENAGEM AO GRANDE DIRIGENTE BOLCHEVIQUE, MILITANTE E AUTOR DE OBRAS CLÁSSICAS FUNDAMENTAIS DO MARXISMO!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

“O CAPITAL” COMPLETA 150 ANOS: EDITORA NOVA ANTÍDOTO DESEJA VIDA LONGA A ESSA OBRA TEÓRICA REVOLUCIONÁRIA DO MARXISMO LENINISMO!


Em 16 de agosto de 1867 Marx finaliza a elaboração do primeiro tomo de “O Capital”, após anos de pesquisa e reflexão teórica. É um período em que Marx estreita seus vínculos com o movimento operário, então norteado por teses anarco-economicistas que não conseguiam explicar com profundidade toda a dinâmica do regime capitalista, desde o mundo do trabalho até o acúmulo de riquezas das classes dominantes. Nesta época envia uma carta breve e comovente a Frederich Engels como um tributo ao seu novo trabalho intelectual: “Se foi possível, devo-o apenas à você. Sem seus sacrifícios em meu favor eu jamais teria conseguido realizar o imenso trabalho exigido pelos três tomos. Eu cumprimento-o com enorme gratidão”. Sem sombra de dúvida uma contundente demonstração de camaradagem militante de Marx, que rejeitava qualquer "título" ou vaidade acadêmica de "brilhantismo". O Capital cuja influência sobre a história contemporânea da luta de classes é incalculável, desperta desde o fim do século XIX uma polêmica teórica permanente sobre a sua natureza. Mas no que consiste precisamente a essência das teses contidas no “Capital”? É uma obra econômica? É um texto filosófico? É o nascedouro da sociologia moderna ou uma plataforma científica para a política revolucionária do proletariado? Para Marx, a economia política se distingue da ciência clássica, ou seja , uma ciência que se transformou em ideologia. A evolução da economia política foi interrompida e ela se desviou da via científica, pois permaneceu prisioneira dos preconceitos e das ideias da classe dominante da sua época, a classe burguesa. É em decorrência da própria lógica da economia política clássica, que teria conduzido obrigatoriamente à condenação do modo de produção capitalista, ao desvelamento de suas contradições, descoberta de seu caráter transitório e ao prenúncio de seu fim, que os economistas burgueses não foram capazes de levar a termo a obra de Adam Smith e de Ricardo, e que a escola clássica de economia política começou a se desagregar. Ao efetuar a crítica da economia política, Marx combinou simultaneamente três elementos distintivos, primeiramente analisar o funcionamento da economia capitalista, dissecando suas contradições e mostrando o quanto a ciência econômica oficial é incapaz de dar conta destas e de explicá-las. Analisando as teorias dos economistas burgueses, revelando suas contradições, insuficiências e equívocos, localizando suas raízes em sua função ideológica, em relação à sociedade burguesa. E por fim, analisou a luta de classe entre capitalistas e trabalhadores, de maneira a encarnar a evolução econômica e ideológica nos homens concretos, que fazem sua própria história, em última instância, através das condições objetivas da luta de classes. O “Capital” não pretende explicar todas as sociedades humanas, passadas e futuras. Ele se contenta, mais modestamente, em explicar apenas a sociedade predominante há quatro séculos: a sociedade burguesa, e desta forma apontar uma nova perspectiva histórica para a humanidade. Para poder elucidar o funcionamento do modo de produção capitalista, Marx é obrigado a localizar a origem das “categorias econômicas” (mercadoria, valor, dinheiro, capital), cuja gênese está na sociedade pré-capitalista. Ele é obrigado, portanto, a exercer o ofício de historiador, a prover também os elos fundamentais para a compreensão das sociedades pré-capitalistas. Marx não pode analisar as contradições do modo de produção capitalista com justeza sem, com isso, dar à classe trabalhadora um instrumento de luta poderoso, sem intervir, por essa razão, ativamente nesta luta de classes e sem procurar orientá-la a um objetivo preciso: a derrubada do regime de produção capitalista.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

LBI DISPONIBILIZA O ARQUIVO COMPLETO DAS EDIÇÕES DO JORNAL LUTA OPERÁRIA NO SITE DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO!

Através de um amplo trabalho de pesquisa e resgate estamos começando a disponibilizar para nossos leitores as diversas edições do Jornal Luta Operária, porta-voz oficial da LBI. As edições mais antigas serão escaneadas e publicadas no site em breve. Os camaradas e leitores que desejarem colaborar com esse arquivo histórico revolucionário entrem em contato conosco: editoranovatidoto@gmail.com


terça-feira, 8 de agosto de 2017

LANÇADA BROCHURA DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCERIA COM AS PUBLICAÇÕES LBI: “UM PROGNÓSTICO MARXISTA 100% CONFIRMADO... MAIS: COMPLETANDO UM ANO DE INTEGRAÇÃO REVISIONISTA AO PSOL E A SOCIALDEMOCRACIA DE ‘ESQUERDA’”. ADQUIRA O SEU EXEMPLAR!


Lançamos a brochura “UM PROGNÓSTICO MARXISTA 100% CONFIRMADO... MAIS: COMPLETANDO UM ANO DE INTEGRAÇÃO REVISIONISTA AO PSOL E A SOCIALDEMOCRACIA DE ‘ESQUERDA’” com uma coletânea de artigos para marcar publicamente nossa delimitação com o MAIS e acima de tudo defender a necessidade de construção de um autêntico do Partido Revolucionário e Internacionalista, tarefa obviamente que nem o PSTU nem a ala “esquerda” do PSOL podem levar a cabo.

Assis Araújo, bancário e militante do MAIS, recebe o livro da LBI com bastante interesse político

sábado, 29 de julho de 2017

O LIVRETO DA EDITORA "PUBLICAÇÕES LBI" EM PARCERIA COM A EDITORA "NOVA ANTÍDOTO", ACERCA DA TRAJETÓRIA POLÍTICA DO GRUPO "MAIS" JÁ ESTÁ CHEGANDO EM ALGUMAS LIVRARIAS DO PAÍS, COMO NA "ARTE &CIÊNCIA" EM FORTALEZA: EM BREVE INFORMAREMOS OUTRAS LIVRARIAS ONDE A PUBLICAÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL



ÍNDICE

Apresentação

1 - Racha no PSTU ou a saída antecipada da “comissão de frente” para aguardar o restante do bloco no interior do PSOL?  O aviso da “ruptura amistosa” é claro: se não nos seguirem vão acabar como uma suicida “seita esquerdista”!

2 - Nasce uma nova corrente na esquerda: "Mais" ou menos trotskista...

3 - Descobrimos tardiamente que a dupla Valério e Waldo, cânones do "Mais", apoiaram o sionismo e o estado de Israel na guerra contra a Síria (Yom Kippur/73) porque Hafez Assad era um “ditador sangrento”...

4 - Mais e Nos anunciam tentativa de fusão: agrupando o que já está unificado no reformismo do PSOL

5 - Resposta a Henrique “Canário”: O dirigente do “Mais” canta o que agrada aos ouvidos dos militantes da esquerda pequeno-burguesa

6 - Grupo “Mais” integra frente ampla por “Diretas já” para “restabelecer legitimidade ao sistema político”: a dupla Valério e Waldo se enterra cada vez mais na tarefa de socorrer o regime em bancarrota atuando como tendência “externa” do socialdemocrata PSOL

quarta-feira, 19 de abril de 2017

BOA AFLUÊNCIA NA NOITE DE AUTÓGRAFOS DESTA TERÇA- FEIRA NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO: A LBI FOI PIONEIRA POLÍTICA NA DENÚNCIA DA FARSA DA LAVA JATO, ENQUANTO O PRÓPRIO PT E TAMBÉM O PSOL(ATÉ HOJE)TRATAVAM DE FESTEJAR A REPÚBLICA DE CURITIBA EM NOME DO FALSO COMBATE A CORRUPÇÃO. A SÍNTESE DESTA CORAJOSA POSIÇÃO ESTÁ CONDENSADA NOS MAIS DE VINTE ARTIGOS ORGANIZADOS NESTA RECENTE PUBLICAÇÃO DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO

DIRETO DA BIENAL DO LIVRO DO CEARÁ: LANÇAMENTO DA PUBLICAÇÃO "OPERAÇÃO LAVA JATO, UM MOVIMENTO DO IMPERIALISMO PARA DESMORALIZAR O CONJUNTO DO TECIDO POLÍTICO BURGUÊS DO PAÍS". APESAR DAS AMEAÇAS DO JUSTICEIRO MORO A EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCERIA COM O BLOG DA LBI MANTEVE A SESSÃO DE AUTÓGRAFOS NESTA NOITE COM O AUTOR CANDIDO ALVAREZ

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCEIRIA COM AS "PUBLICAÇÕES LBI" LANÇA AGENDA 2017 EM HOMENAGEM AOS 100 ANOS DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

“PUBLICAÇÕES LBI” E EDITORA NOVA ANTÍDOTO ACABAM DE LANÇAR O LIVRO OPERAÇÃO LAVA JATO UM MOVIMENTO DO IMPERIALISMO PARA DESMORALIZAR O CONJUNTO DO TECIDO POLÍTICO BURGUÊS DO PAÍS. ADQUIRA O SEU EXEMPLAR!!!


O mais novo lançamento das Publicações LBI em parceria com a Editora Nova Antídoto, o livro “Operação Lava Jato: Um movimento do imperialismo para desmoralizar o conjunto do tecido político burguês do país”, cujo organizador é o Secretário-Geral da LBI, Candido Alvarez, “visionário” dos graves desdobramentos políticos da ofensiva judicial empreendida pelo Justiceiro Moro, serve como uma pequena bússola política e teórica para colaborar que a vanguarda militante nacional trilhe a senda da independência de classe em meio aos campos burgueses em disputa, sabendo combater o fascismo sem capitular a política de colaboração de classes da Frente Popular!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

LANÇADA PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCERIA COM AS PUBLICAÇÕES LBI A 3ª EDIÇÃO DO LIVRO: "O 'ACIDENTE' FATAL DE CAMPOS E A 'OPERAÇÃO' EMBUSTE MARINA"


A Editora “Nova Antidoto” lança a 3ª edição do livro “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina: Teoria da Conspiração ou uma exigência do imperialismo?” contendo uma análise marxista-revolucionária do quadro político-eleitoral brasileiro desde que o avião do então candidato do PSB caiu em circunstâncias até hoje não explicadas até mesmo pelos órgãos oficiais do governo, abrindo caminho para que alçasse voo a postulação de Marina Silva ao Palácio do Planalto. 


quinta-feira, 5 de maio de 2016

A EDITORA NOVA ANTÍDOTO E AS PUBLICAÇÕES LBI LANÇAM O LIVRO “A OFENSIVA IMPERIAL PARA DESTRUIR A PETROBRAS”


A Editora Nova Antidoto publica o livro a “Ofensiva imperial para destruir a Petrobras”. O título do novo lançamento não é uma mera figura de linguagem ou apenas um recurso de retórica jornalística para definir o objetivo central do imperialismo com relação a Petrobras. Nestes exatos dias estamos vendo os passos iniciais de uma brutal ofensiva política, econômica e midiática para de fato se esquartejar e desmantelar a Petrobras. O plano canalha é reduzir a maior empresa estatal da América Latina, quando muito, em uma mera extratora de óleo cru em alto mar (com altíssimo custo de operação) a fim de que os grandes grupos econômicos internacionais possam seguir controlando livremente os ramos mais lucrativos do mercado do petróleo nacional: a venda de derivados e sua distribuição pelo território brasileiro. A se manter a equação de vender óleo cru a “preço de banana” para depois comprar “na alta” o diesel e a nafta processada dos trustes industriais anglo-ianques, teremos inexoravelmente a futura quebra da Petrobras, ainda mais com o preço do barril em baixa sistemática por pressão dos EUA. Sintonizado com os ditames da Casa Branca e Obama, o decano tucano José Serra já defende abertamente o desmembramento da Petrobras, propondo que a estatal venda a área de refino, petroquímica, fabricação de plataformas, fertilizantes e abra mão da distribuição de combustíveis no varejo para permitir a privatização do que restar da empresa a baixíssimo custo. Desta forma tornamos o Brasil um país eternamente submisso política e economicamente as potências imperialistas e as "Sete Irmãs" (cartel das transnacionais do petróleo). 

sexta-feira, 18 de março de 2016

LANÇADO LIVRO SOBRE OS 90 ANOS DO PCB PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCERIA COM AS PUBLICAÇÕES LBI: "UMA ANÁLISE TROTSKISTA DESDE A GÊNESE REVOLUCIONÁRIA ATÉ A TRAJETÓRIA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DO 'PARTIDÃO'"


Em meio a essas comemorações de aniversário do PCB, a Editora Nova Antítodo lança sua nova publicação "90 anos do PCB: Uma análise trotskista desde a gênese revolucionária até a trajetória de colaboração de classes do 'partidão'" como parte de nosso esforço teórico e político por defender as genuínas bases programáticas do marxismo revolucionário, tão renegadas tanto pelo PCB como pelo PCdoB ao longo desses 90 anos. 



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"UMA CRITICA MARXISTA E REVOLUCIONÁRIA AO MODO PETISTA DE GOVERNAR" - NOVA EDIÇÃO, FRUTO DA PARCERIA NOVA ANTÍDOTO E PUBLICAÇÕES LBI! 


Uma crítica ao Orçamento Participativo como um instrumento da Frente Popular para gerir o Estado Capitalista e uma análise elaborada no final dos anos 90, quando o PT consolidou-se como direção da oposição burguesa consentida.

sábado, 28 de março de 2015

LANÇADO PELAS PUBLICAÇÕES LBI E A EDITORA NOVA ANTÍDOTO O LIVRO "UMA ANÁLISE TROTSKISTA DA GUERRA NO LÍBANO" - VERSÃO ATUALIZADA!



Escrito no calor da guerra a agora atualizada, o que apresentamos aos leitores no livro “Uma análise trotskista da Guerra no Líbano”, é um dos primeiros balanços políticos dos acontecimentos e traz uma abordagem ímpar do conflito. Uma organização militante revolucionária que se proclame como tal não poderia se limitar a fazer uma cobertura dos fatos para meramente constatar os horrores do massacre perpetrado pelas forças nazi-sionistas. Foi o que fez a quase totalidade das correntes da chamada esquerda mundial. Adotaram a postura do pacifismo pequeno burguês, reivindicando unicamente o fim do massacre, limitando-se a fazer apelos impotentes e piedosos pela paz no Oriente Médio e a exigir da ONU e dos governos capitalistas, cúmplices da sangrenta carnificina, para que pressionassem Israel. Esta postura tem como objetivo esquivar-se para não se posicionar em meio à guerra entre as duas forças beligerantes desproporcionais, por ironia da história, o Golias Israel e o Davi Hizbollah. A Liga Bolchevique Internacionalista foi a primeira corrente política a pontuar a força da resistência libanesa e a caracterizar o empatanamento da ofensiva sionista, como prenúncio do desastre militar israelense que veio a se configurar integralmente ao final da batalha. Estes elementos desembocaram em reveses políticos e militares inéditos para Israel na história do conflito árabe-israelense, levando o governo nazi-sionista a invocar a intervenção de uma coalizão imperialista sob a bandeira da ONU no Líbano para socorrê-lo na luta contra o Hizbollah.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

RELANÇADO O LIVRO "CUT - UM REGISTRO HISTÓRICO DA TRANSFORMAÇÃO DA CENTRAL EM UMA AUTARQUIA ESTATAL A SERVIÇO DO CAPITAL", MAIS UMA INICIATIVA DA EDITORIA NOVA ANTÍDOTO E DAS PUBLICAÇÕES LBI!


O livro aborda o período desde a fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) até sua integração política e material no primeiro governo Lula. Fundada no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo, durante a ditadura militar na época sob o comando do general Figueiredo e opondo-se, via o chamado “novo sindicalismo”, aos pelegos do PCB, PCdoB e MR-8, a CUT hoje está completamente integrada ao Estado capitalista. Enquanto o ascenso das greves operárias no final dos anos 70 provocou o nascimento da CUT, uma central operária que centralizava a luta dos trabalhadores contra a ditadura militar, defendendo liberdade e autonomia sindical, significando um acontecimento histórico progressivo, a ascensão do governo de frente popular do PT, por sua vez, é um acontecimento político importante porque completou o processo de integração e cooptação política e material da CUT ao Estado burguês. Tal fato representa também um marco histórico que decretou a morte e a falência política dessa entidade como instrumento de luta das massas exploradas.

terça-feira, 15 de abril de 2014

LIVRO SOBRE OS 40 ANOS DO GOLPE MILITAR NO BRASIL VOLTA A CATÁLOGO FRUTO DA PARCERIA ENTRE AS PUBLICAÇÕES LBI E A EDITORA NOVA ANTÍDOTO!




Passados 40 anos do terrível golpe militar que impôs à nação 21 anos de ditadura, em nossa modesta homenagem aos que tombaram ou foram torturados pelos facínoras a serviço do capital, reafirmamos a vigência do Marxismo-Leninismo, a necessidade da construção do partido revolucionário e a manutenção da estratégia da guerra de classes para sepultar o modo de produção capitalista em todos os seus “formatos” políticos e institucionais, denunciando inclusive os que aceitam as reparações ofertadas pelo Estado capitalista como corresponsáveis por encobrir o caráter reacionário da democracia dos ricos. Nesse sentido voltamos a publicar o livro “Há 40 anos do golpe militar de 1964: O recrudescimento da repressão política a serviço da acumulação capitalista”, contendo como apêndice o artigo de Victor Serge “O Problema da ilegalidade”.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

LIVRO "UM BALANÇO POLÍTICO, PASSO A PASSO, DO PRIMEIRO ANO DA GESTÃO BURGUESA DA FRENTE POPULAR": LANÇADO EM 2003 VOLTA A0 CATÁLOGO DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO E DAS PUBLICAÇÕES LBI!


Visando recordar a luta programática contra a posição de patrocinar ilusões no governo Lula e amortecer a luta de classes como conselheiros de esquerda do governo do PT, a Editora Nova Antídoto republica o Livro “Um balanço político, passo a passo, do primeiro ano da gestão burguesa da Frente Popular"  defendo a necessidade de derrotar as reformas do governo Lula/FMI através da convocação de uma greve geral no país através de um claro eixo de combate: oposição revolucionária ao governo da frente popular. O combate mortal a frente popular e todas suas variantes se materializava, como demonstra a publicação de 2003, em levantar bem alto a bandeira da oposição revolucionária ao governo Lula e denunciar seus conselheiros de esquerda como mercadores de reacionárias ilusões na frente popular.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NOVA ANTÍDOTO E PUBLICAÇÕES LBI DISPONIBILIZAM O LIVRO "RETROSPECTIVA POLÍTICA DOS 100 DIAS DO GOVERNO LULA - UMA ANÁLISE MARXISTA SOBRE O CARÁTER BURGUÊS DA FRENTE POPULAR NO BRASIL", LANÇANDO EM 2003 E REEDITADO EM NOVA TIRAGEM! ADQUIRA!


O livro "Retrospectiva política dos 100 dias do governo Lula - Uma análise marxista sobre o caráter burguês da Frente Popular no Brasil” analisa os primeiros 100 dias da gestão do PT em 2003. A frente popular no Brasil constituiu um governo burguês de colaboração de classes devido a participação orgânica das entidades operárias e camponesas, como a CUT e o MST, no novo governo e não porque o PT é um partido operário-burguês ou mesmo operário. Quando Trotsky referia-se aos partidos operários-burgueses, estava falando dos partidos sociais-democratas e comunistas, que mantinham ainda, nos anos 30, seu caráter contraditório, ou seja, nasceram do movimento operário, adotaram inicialmente programas revolucionários, mas deixaram de representar os interesses da classe operária em função de capitulações históricas. Na atual etapa da luta de classes, já não existem mais os partidos operários-burgueses, estes passaram definitivamente para o campo da ordem capitalista desde pelo menos a queda do Muro de Berlim e a destruição contra-revolucionária da URSS. “Se o governo Lula não se assemelha a Allende, o que dizer das diferenças com Kerensky, que ascendeu ao governo russo através da Revolução de Fevereiro de 1917, na qualidade de representante dos soviets, ainda controlados pelos mencheviques? Se o governo de Lula corresponde a uma "frente popular atípica" como utilizar a mesma orientação voltada a governos paridos de revoluções (Kerensky) ou de processos eleitorais com profundos choques com o imperialismo (Allende)?” debate o livro lançado em 2003 pela Editora Nova Antídoto e publicado agora novamente, dez anos depois. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

EDIÇÃO HISTÓRICA DAS PUBLICAÇÕES LBI RELANÇADO PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO: "CHE E O DEFENSISMO REVOLUCIONÁRIO EM CUBA, HOJE - COLETÂNEA DE TEXTOS - 1995/1997"


Aos 39 anos de idade, em 1967, quando sua trajetória de evolução teórica e política foi interrompida pela selvagem repressão dos lacaios do imperialismo e da ditadura Barrientos, Che Guevara compreendia claramente que não havia possibilidade de acordos com as burguesias nacionais e o único caminho para arrancar as massas da miséria, da exploração e da opressão imperialista era a luta pelo socialismo e pela revolução mundial como aborda o livro "Che e o defensismo revolucionário" uma coletânea de textos da LBI entre 1995 a 1997.

sábado, 1 de junho de 2013

PUBLICAÇÕES LBI E EDITORA NOVA ANTÍDOTO LANÇAM EDIÇÃO HISTÓRICA DO FOLHETO "O FIM DA URSS, A DIVISÃO DA LIT E O LEGADO DE MORENO"




"O Fim da URSS, a Divisão da LIT e o Legado de Moreno" é uma contribuição para clarificar as divergências entre a Liga Bolchevique Internacionalista e as diversas variantes do morenismo e estabelecer um debate franco com os militantes que equivocadamente se referenciam em sua política e em seu programa. Neste sentido, a nossa corrente elaborou esta crítica, onde avaliamos a trajetória do morenismo à luz do verdadeiro trotskismo, como um combate fundamental por um programa revolucionário internacionalista.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

LIVRO "'MENSALÃO', O JULGAMENTO DO 'SÉCULO' PELO STF: A INTEGRAÇÃO DA ESQUERDA 'TROTSKISTA' ÀS INSTITUIÇÕES DO ESTADO BURGUÊS". EM BREVE LANÇAMENTO DESCORTINANDO A OPERAÇÃO LAVA JATO DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCERIA COM AS PUBLICAÇÕES LBI!



O livro "'Mensalão', o julgamento do 'século' pelo STF: a integração da esquerda 'trotskista' às instituições do Estado burguês” analisa que não foram poucas as vozes no interior da “oposição de esquerda” que aplaudiram o julgamento pelo STF do chamado esquema do “Mensalão”. Afirmavam, estes falsos vestais da esquerda revisionista, que se tratava de fazer “justiça” contra a degeneração moral e material em que se encontra a direção histórica do PT. Afinal o julgamento do Supremo serviria como uma espécie de “acerto de contas” contra os que promoveram a reforma neoliberal da previdência para beneficiar o capital financeiro. Também serviria, segundo a mesma lógica “moralista”, para punir a corrupção pessoal dos dirigentes petistas que elevaram em muito seu padrão de vida, ostentando publicamente carros de luxo e residências faraônicas. Na esteira da mídia “murdochiana”, a “oposição de esquerda” passou a acalentar a figura do “carrasco” dos mensaleiros, o falastrão reacionário Joaquim Barbosa. Sob um cálculo eleitoreiro o PSOL e PSTU (seguidos pelas seitas revisionistas) silenciaram o caráter de classe do STF, omitindo simplesmente que se tratava de uma corte maior da burguesa, a serviço dos grandes grupos capitalistas nacionais e até estrangeiros. Outros setores minoritários da esquerda revisionista, um pouco menos integrados à institucionalidade parlamentar, caracterizaram “puritanamente” o espetáculo fraudulento da Ação Penal 470 como uma mera disputa interburguesa, e portanto ficariam “neutros” diante do seu desfecho. Desde a LBI denunciamos “na primeira hora” o embuste midiático montado pela burguesia, a partir do controle que mantém do STF, para criminalizar o conjunto da esquerda e suas lideranças políticas (reformistas, revisionistas ou revolucionárias), tendo como ponto de partida o chamado “julgamento do século”. Se é inteiramente verdade que a “antiga” direção do PT estava submersa no mar de lama da cooptação estatal burguesa, traficando “generosas” comissões para o favorecimento de empresas capitalistas que mantém “negócios” com o governo central, não seria a instituição mais venal desta “república de novos barões”, o STF, que teria a envergadura histórica de “punir” os “mensaleiros”. Como marxistas não podemos esquecer que esta mesma corte de “ilibados” magistrados avalizou o maior saque já realizado a este país, a “Privataria Tucana”. Mas enquanto o “circo” do julgamento do “Mensalão” ainda se arrasta na mídia, desde as eleições passadas e quem sabe até as próximas, se desencadeia uma onda nacional de repressão jurídica aos movimentos sociais acusados de “subversão da ordem”! Como havíamos corretamente prognosticado a burguesia, contando com a anuência do governo Dilma, utilizaria o engodo do julgamento do “Mensalão” como legitimação social para desencadear uma feroz ofensiva contra o movimento de massas. Enquanto “fecha os olhos” para todos os esquemas pesados de corrupção da oposição conservadora (Mensalão mineiro, Propinoduto paulista etc...) o STF convoca uma cruzada “cívica”, encabeçada pelo novo herói do PIG, para encarcerar os “esquerdistas” de “ontem e de hoje”!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

LANÇADO O LIVRO "A PRIMAVERA ÁRABE CONTRA A INTIFADA PALESTINA", MAIS UMA OBRA DE ANÁLISE MARXISTA DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO E DAS PUBLICAÇÕES LBI!


Ocorreu o lançamento pela Editora Nova Antidoto do folheto “A Primavera Árabe contra a Intifada Palestina”. Foi exposta a polêmica que se trava no interior da esquerda e dos próprios grupos palestinos sobre a ofensiva imperialista que se utilizou das revoltas populares no Egito e na Tunísia para operar uma transição conservadora controlada pela Casa Branca, uma grande operação que abrange desde o Magreb até a Síria. Logo após conseguir tirar de cena seus títeres desgastados nestes países, o imperialismo tratou de ter como alvo os governos que de alguma maneira não estavam sob suas ordens diretas. Primeiro agrediu militarmente a Líbia via OTAN, agora busca desestabilizar o regime sírio e se prepara para atacar o Irã. Não por acaso, esses regimes são aliados na luta do povo palestino contra o enclave nazi-sionista.